Home Data de criação : 07/12/13 Última atualização : 12/01/07 21:06 / 22 Artigos publicados

MICRO INFINITO  escrito em sábado 07 janeiro 2012 18:06

Blog de instintivamente :PELAS VARANDAS, MICRO INFINITO

 

Era linda a mulher impossível

De um olhar esmeralda cortante

De uma serenidade insensível

De uma vontade inconstante

 

Furacão que de fora para dentro

não sabias nada do que me causava

mulher tu me arrebatavas o centro

senhora tu me arrancavas a alma

 

Sei também que era uma pequena folha

Que tremia ao vento de sua sensatez

Do limite micro do teu infinito

Infelizmente vencia sempre tua lucidez

 

Precipitei-me em meu fogo abrasado

Lacerei-me em instintos ardentes

Foram sonhos e delírios imprudentes

Uma valsa com um passo inacabado

 

No cruzar de olhares entrelaçados

As faíscas rajadas saltitaram

Em meus sonhos emoldurados

Ficará a ilusão que se amaram

 

          (Carlos Godinho)

 

 


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INSTANTE INEXPLICÁVEL  escrito em sexta 01 fevereiro 2008 00:26

Blog de instintivamente :PELAS VARANDAS, INSTANTE INEXPLICÁVEL

Adentro aquele salão iluminado

Nada havia de luzes incandescentes  

Apenas velas no candelabro, tochas fumegantes 

Eis que surge  um som semitonado

E como um balsamo penetrante

Invade da flamenca guitarra um dedilhado

.

.

Não sabendo se é sonho ou se é miragem

Pensamentos vão tomando vida

Pareço estar bailando em Andaluzia

Apaixono-me deixo-me levar pela viagem

Embriagado em meus braços a prometida

A cigana bailarina cuja face reluzia  

.

.  

O sangue ferve, aflora em mim o meu gene Espanha

E nesse lúdico delírio, vou mergulhando

Ouvindo palmas da Catalunha, rítmicas e cadenciadas

Uma rosa rubra minha mão apanha

Que século estarei navegando?

Intruso ou não, faço parte dessa madrugada 

.

.

 Hipnotizado dentro do olhar da espanhola

 Pareceu-me que fosse  me tragar do futuro

Seduzido, como homem e a sereia poderosa

Resisto.  Vagarosamente volto a mim, obscuro

E da fração de segundo em que dançou as horas

Veio um rastro de batom e também a rosa

(Carlos Godinho) 

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UMA ESTAÇÃO  escrito em domingo 31 maio 2009 14:58

Blog de instintivamente :PELAS VARANDAS, UMA ESTAÇÃO

É INVERNO, AS FOLHAS DO OUTONO FORAM-SE SIM

SE FORAM OS AMORES QUE EU NEM VI CHEGAR

E A ANTIGA SOLIDÃO, MEGERA, NEM ME INCOMODA MAIS

NÃO ESTOU TRISTE, TORNEI-ME PARCEIRA DE MIM

AS LÁGRIMAS QUE EU NUNCA QUIS VIERAM ME DESAFIAR

RESISTI AO TSUNAMI COM MEU BARCO ANCORADO AO CAIS

 

 

É INVERNO, AGUARDO MUITAS EMOÇOES NUMA LAREIRA

AQUELE QUENTINHO NA ALMA, AQUELA CONVERSA FIADA

ESPERO POR RISOS, TALVEZ DO NADA UM PROVOCAR SUGESTIVO

CARÍCIAS QUE JOGUEM MEU PASSADO INSOSSO NA POEIRA

QUERO CANTAR A MUSICA MAIS DIFÍCIL, MESMO QUE DESAFINADA

PROCURO AQUELE OLHAR SAGAZ, INTELIGENTE, INTEMPESTIVO

 

 

É INVERNO, E NÃO QUERO ENTENDER MAIS NADA

VOU TRILHAR O INCERTO CAMINHO DA MINHA VIDA

COM ORQUIDEAS NEGRAS, ROSAS VERDES E TULIPAS DOURADAS

VOU DESAFIAR MEUS SONHOS E PROTAGONIZAR MEU DESTINO

ESTA AQUI UMA PESSOA QUE NÃO CONTEMPLA AGUAS PARADAS

QUERO PREENCHER MEU VAZIO, COM BEIJOS NAS MADRUGADAS

(Carlos Godinho)

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SOBRE AS MUSAS  escrito em sexta 18 janeiro 2008 00:44

“Voilá”, contarei os segredos

das  musas,  das letras rolando

aquelas  que inspiram os enredos

daqueles que escrevem sangrando 

  

Chega de estórias nessas histórias

Não quero a grega definição

Só um colar de qualidades aleatórias

Pedra preciosa,  espécie em extinção 

  

Há de se ter uma alma cristalina

Há de se ter um olhar sereno

Há de enxergar por detrás das linhas

Há de se ter um coração sincero 

      

Bruna de Mario Quintana, afetuosa   

Alice de Leminski, companheira

Leonídia  de Castro Alves, amorosa

A minha,  inconstante, nem poeira

    

Musas como se pensa, não são divas

Deslumbrante pintura, antes tintas no pincel

Ela sente o pulsar, em silêncio intui as palavras vivas

Serpenteia, até que dancem poesias no papel

(Carlos Godinho)

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ENTENDIMENTO IRRACIONAL (POESIA ÀS MULHERES)  escrito em terça 29 janeiro 2008 22:33

Oh minhas românticas senhoras
deu-lhes Deus sabedoria e confusão
porque o feminino é a dança das oras
ora sim, ora não, oração, hora ação

Mas dou-me por satisfeito
minha galáxia é repleta de estrelas
nebulosas, supernovas, tem de todo jeito
gravidade infinita, não posso conte-las

Então apenas observo minuciosamente
do brilho à essência, da beleza à luz
som propagando no vácuo docemente
porque uma diva não fala, seduz


Vai-se por chão todo o teorema
se por ciência exata tentar a definição
deixa seguir esse dilema
imprevisível é bem melhor que a precisão
(Carlos Godinho)

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